O Ministério Público do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 28, a Operação Rasante, com foco na apuração de indícios da atuação de um braço da organização criminosa Primeiro Comando da Capital no Entorno do Distrito Federal e em municípios goianos.
A operação resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara das Garantias. A ação é desdobramento de investigações anteriores conduzidas pelo Gaeco em conjunto com órgãos parceiros, ampliando o mapeamento da estrutura e do funcionamento do grupo criminoso na região.

A ofensiva contou com o apoio da Diretoria-Geral de Polícia Penal de Goiás, da Polícia Militar do Estado de Goiás e da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, reforçando a atuação integrada no enfrentamento ao crime organizado.
Além das medidas relacionadas à Operação Rasante, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão vinculados à Operação Vigília, deflagrada em outubro de 2025. Essa investigação já havia resultado no oferecimento de seis denúncias, após a identificação de outros 11 indivíduos apontados como integrantes do grupo criminoso.
Segundo o MPGO, elementos informativos reunidos em operações anteriores, como Sintonia, Sintonia do Entorno e Vigília, indicaram o ingresso e a adesão de suspeitos à organização criminosa. Com o aprofundamento das investigações, foi possível identificar parte dos envolvidos e avançar na coleta de provas.
As apurações também apontaram o uso de comunicações internas denominadas “rasantes”, utilizadas para a transmissão de orientações e recados sobre a atuação do grupo em Goiás, inclusive com determinações voltadas ao recrutamento e à adesão de jovens e adolescentes.
A maioria dos alvos atua principalmente no Entorno do Distrito Federal e, conforme os elementos colhidos, teria ingressado na organização criminosa enquanto cumpria pena em unidades prisionais, com destaque para o município de Águas Lindas de Goiás. Entre os investigados há pessoas já condenadas por crimes graves, como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e corrupção de menores.

Diante dos indícios, o Ministério Público apura a prática do crime de integração a organização criminosa, previsto no artigo 2º da Lei nº 12.850 de 2013, sem prejuízo da responsabilização por outras infrações penais que possam ser identificadas no decorrer das investigações.
O MPGO destacou que a atuação conjunta e o intercâmbio de informações entre os órgãos de segurança pública têm contribuído para a identificação e responsabilização de integrantes de organizações criminosas, fortalecendo o combate ao crime organizado e a prevenção do ingresso de novos envolvidos na região.













